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Polêmica sobre a morte do papa João Paulo II.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

17 setembro 2007.



ROMA. A revista Micromega chegou às bancas no domingo passado (16/9/2007) com conteúdo que pretendia bombástico. Ou seja, uma contradição com o que era dito em doutrina com o praticado pela Igreja, no caso o próprio papa João Paulo II.

A revista publica um artigo da famosa anestesista Lina Pavanelli. Ela conclui que bem agiram os responsáveis pelo papa Wojtyla ao deixar de lado e, portanto, não aplicar, os próprio ensinamento papal.

Para Lina Pavenelli, os médicos fizeram bem em deixar de aplicar ao papa tratamento invasivo (referia-se à alimentação artificial por meio de sonda naso-gástrico) , dada a gravidade do seu estado e a nenhuma possibilidade de cura.

Conforme se extrai do artigo de Pavanelli, esse procedimento contrariou o afirmado pela doutrina da Igreja católica, sob o pontificado de João Paulo II. Pelo doutrinado, é dever imprescindível tratar, independente do resultado que se antevê.

Levantamento realizado pelo jornal Corriere della Sera revelou que o papa Wojtyla, desde que ficou internado no hospital Gemelle, de 24 de fevereiro a 13 março ( faleceu em 2 de abril de 2005) recebia alimentação artificial, por sonda naso-gástrica. Evidentemente, tal fato não foi comunicado aos fiéis e à mídia.

Oito dias antes de o papa Wojtyla falecer, ou seja, na sexta-feira Santa (25/3/2005), a “família pontifícia” só autorizou que as câmaras de televisão mostrassem o papa de costas e de lado. Isto para não aparecer a sonda nasal.

Por uma hora e meia na Capela papal, Wojtyla, ora ajoelhado, ora sentado, acompanhou, agarrado ao inseparável crucifixo, as imagens transmitidas pela Raí-1 da Via-crucis. E ele foi mostrado de lado e de costas.

Nesse dia, segundo revelaram testemunhos colhidos pelo jornal Corriere della Sera, o papa não tinha condições para levantar. Foi vestido na cama e depois levado à capela. Lá, conseguiu força surpreendente para ficar ajoelhado e sentado por hora e meia. Na quarta-feira de cinzas ( 30/3/2005), o papa João Paulo II deu benção da janela da seu quarto à multidão que se encontrava na praça São Pedro, mas sem falar. Estava com a sonda, segundo registro de ata da Igreja, lavrada naquele dia.

A médica Pavanelli, na sua conclusão, baseou-se naquilo que era contado, mas não exprimia o real, pois o papa Wojtyla estava sendo alimentado artificialmente (sonda nasal-gástrica), segundo a doutrina que havia estabelecido para a Igreja.

Remata a matéria do Corriere della Sera que o papa Wojtyla, --naquela capela onde surpreendeu por ter encontrado forças para ajoelhar e permanecer sentado--, segurava com a costumeira devoção o crucifixo de prata, “com o qual tanto se assemelhava”

. Wálter Fanganiello Maierovitch.


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