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Pavarotti era um humanista.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

6 de setembro de 2007.



Addio Luciano.
ROMA.A rua onde estou morando é muito estreita. Não tem calçada. As pessoas andam no meio do leito carroçável. De um minúsculo quarto no 5º. andar, escuto o murmúrio da Via Leonina.

Hoje, por volta das 6 horas, uma voz forte dizia: “Big Luciano è morto”. Referia-se a Luciano Pavarotti, que falecera às 5 hs, na sua cidade natal: Modena.

Logo liguei a televisão. Os canais já estavam conectados com Modena e a entrevistar amigos famosos de Pavarotti. Os jornais matinais nada diziam, porque já estavam nas ruas antes de o cantor lírico falecer.

Nesse espaço do IBGF e com relação a Luciano Pavarotti, cabe registrar a sua sensibilidade ao próximo. O seu coração generoso, o Pavarotti amoroso, preocupado com as guerras, os genocídios, a intolerância, etc.

De 1990 a 2003, Pavarotti promoveu encontros internacionais e destinava o arrecadado a obras assistenciais. O projeto de sucesso chamava-se Pavarotti & Friends. E não dá para esquecer aquele encontro ems Termas de Caracala, ou seja, Pavarotti, com Plácido Domingo e Jose Carreras.

. Pavarotti fez uma parceria com a princesa Diana, morta em agosto de 1997. Os recursos financeiros obtidos com as suas apresentações foram destinados a um programa de eliminação de ativas minas terrestres explosivas, que vitimavam milhares de vítimas.

Nos funerais da sua amiga Diana não quis cantar. Disse que não podia cantar triste, com dor na alma, que ele chamava de garganta.

Sua última aparição como cantor lírico ocorreu em 2006, na Olimpíada de Inverno de Torino: em 2006 ele foi operado em Nova York para retirar um tumor maligno no pâncreas. A última canção, na apresentação de Torino, hoje tem um significado especial. Título da canção: Nessun Dorma. Walter Fanganiello Maierovitch, 6,30 hs de Roma.


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