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Deportação de Lésbica condenada à morte.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

18 agosto 2007.





Em Berlim (Alemanha) haverá, amanhã, uma manifestação a reunir entidades de proteção a direitos humanos e a comunidade gay. Referida manifestação será em favor de uma lésbica iraniana, identificada pelo pseudônimo de Yasmin.

Um insensível Tribunal administrativo de Berlim determinou a deportação da iraniana Yasmin para Teerã, por entrada e permanência ilegal na Alemanha.

O problema é que Yasmin, no Irã, está condenado à morte. A pena capital será, conforme as leis corânicas, por apedrejamento. Isto por ser Yasmin lésbica e não controlar as suas inclinações sexuais.

A pena capital decorreu do fato de Yasmin ser reincidente. Condenada anteriormente ela foi obrigada a se submeter a tratamento médico. Para evitar discriminações e perseguições, Yasmin acabou casando com um homem.

Em 2005, no entando, a Guarda da Revolução e de Preservação dos Costumes prendeu várias pessoas que participavam de uma festa. No Irã, o clero xiita proíbe festas com músicas e danças.

Yasmin estava com uma namoradana festa e foi presa junto com todos os outros participantes. Graças ao auxílio do pai, ela conseguiu fugir da prisão.
br> Como estava foragida, Yasmin foi julgada a revelia e condenada à morte por um tribunal religioso.

Com efeito, na hipótese de ser deportada por ato da autoridade da Alemanha, Yasmin será morta, no Irã e em execução pública.

O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, considerado homossexual, está sendo convocado para o encontro de amanhã pela comunidade gay berlinense.

O presidente da associação internacional de refugiados iranianos, revelou que, neste ano de 2007, já foram publicamente enforcados, no Irã, dois gays, ambos menores de idade.

Pano Rápido. Espera-se que as autoridades da Alemanha atuem a tempo para reformar a decisão do Tribunal Administrativo e conceder asilo para Yasmin.

Por incrível que possa parecer, da decisão do Tribunal Administrativo consta que Yasmin não é lésbica. Essa decisão está baseada nas declarações da sua mãe, ouvida, em Teerã, por agentes diplomáticos da Alemanha.

Wálter Fanganiello Maierovitch, 16,30 hs.


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