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Violação a Direitos Humanos. Fujimori quer escapar da extradição e se apresenta como candidato no Japão.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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02 de julho de 2007.
Alberto Kenya Fujimori.


O ex-ditador peruano Alberto Fujimori continua em prisão domiciliar no Chile. Ele aguarda o juiz chileno Orlando Alvarez decidir sobre o pedido de extradição feito pela Justiça do Peru.

Para fazer fogo-de-encontro e evitar a extradição, Fujimori acaba de anunciar que será candidato a deputado no Japão. Ele concorrerá a uma cadeira na Câmara Alta do Parlamento. A eleição ocorrerá no próximo 29 de julho e Fujimori está inscrito pela legenda do minúsculo e recém criado Partido do Povo.

Depois de ter governado o Peru com mão ferro por 10 anos (1990-2000), Fujimori, com 68 anos, poderá ser extraditado por força de processos por violação a direitos humanos.

Wladimiro Montesinos, eminência parda da ditadura Fujimori, está preso no Peru, depois de ter fugido para o Panamá. Montesinos é acusado de tráfico internacional de drogas ilícitas e de armas, lavagem de dinheiro e violações a direitos humanos.

A meta de Fujimori é tentar neutralizar uma eventual extradição apresentando-se como candidat no Japão. Seria justo que fizesse companhia, em cela carcerária, a Montesinos, o homem que controlava os serviços de inteligência política durante a sua ditadura. Com ambos, o Peru transformou-se numa Narcorepública

No ano 2000 e depois de um escândalo sobre corrupção, Fujimori renunciou e fugiu para o Japão, onde nasceu. Como o Japão não extradita os seus nacionais, os mandados de captura internacional e extradição deixaram de ser atendidos.

Fujimori, em 2005, tentou ingressar no Peru numa fase agitada da vida política peruada e próximo à eleição presidencial. Queria retomar o poder. Acabou preso em escala feita no Chile.

Desde então, a Justiça do Peru aguarda o pedido de extradição formulado por Mônica Maldonado, que integra a Corte Suprema do Peru.
Sobre a extradição ao Peru ou a autorização de retorno ao Japão para concorrer às eleições, não se sabe como decidira a Justiça chilena. Quem viver, verá. Mas, o Japão não merece.

Walter Fanganiello Maierovitc, 15 horas.


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