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Genocídios. Cai o Rei de Copas.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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Ali, o Químico, condenado à forca, como Saddam Hussein.


Consumada a invasão do Iraque, o governo Bush estabeleceu os prêmios pelas cabeças do raís Saddam Hussein, dos dois filhos do ditador e de destacados ex-servidores do regime derrubado.

Todos com cabeça-a-prêmio viraram carta de baralho, espalhadas pelas tropas invasoras por todo o Iraque.
O rei de copas do baralho de Bush era o primo de Saddam, apelidado de Ali, o Químico.

Na Operação Anfal e em obediência às ordens do raís, foram eliminados, com emprego de armas químicas, 150 mil curdos, todos residentes em território iraquiano.

Os genocídios ordenados por Saddam foram executado por Ali, o Químico, cujo nome completo é Ali Hassan al-Majid.
A partir de hoje, Ali, o Químico, terá exatos 30 dias de vida. No domingo ele fora condenado à forca pelo juiz Mohammed Oreibi al-Khalifa. A sentença que impôs a pena capital tornou-se pública, com afixação em diversos locais, nesta quarta 27.

Por ironia, o julgamento ocorreu na antiga sede do partido Baat, transformado em Tribunal. Ao Baat pertenciam Saddam e o primo Ali, o Químico.



Saddan também era parte no processo Anfal, quando iniciado em agosto de 2006. Acabou excluído, pois executado em 30 de dezembro de 2006, diante de condenação no processo pela massacre de Dujail: 150 iranianos xiitas massacrados em 1982.

A sentença condenatória de Ali, o Químico, tromba com a deliberação da presidente de turno da União Européia, Ângela Markel. Ela protocolou representação às Nações Unidas reiterando postulação da Itália. Isto no sentido de ser decretada uma moratória (suspensão) acerca da pena capital, até que os 189 estados-membros da ONU deliberem sobre a sua proibição, em convenção.

Como se sabe, China e EUA, membros permanentes do Conselho de Segurança, admitem a pena de morte. Na China, segundo a Anistia Internacional, a pena capital é imposta com freqüência e em processos secretos.

Ali, o Químico, acompanha a leitura da sentença.


Nenhum país membro da União Européia pode estabelecer legislação impondo pena de morte.

No caso Ali, o Químico, co-autor de crimes de genocídios, será aplicada uma espécie de lei de Talião. Não se fez Justiça, mas se praticou vingança.

Mais ainda, lamentável não ter sido julgado pelo Tribunal Penal Internal (TPI), que não é aceito pelos EUA. A propósito, o TPI não pode impor pena capital

WFM. 27/6/2007.


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