São Paulo,  
Busca:   

 

 

Espiões/D.Humanos

 

VIOLÊNCIA.O Governador do Rio é ligeiro em apresentar soluções e criar factóides. Enquanto isto, no Primeiro Mundo, a testagem antidrogas . . .

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

12 março 2007.


novo equipamente de testagem antidroga, nas estradas européias.


Estou refletindo sobre o novo recorde do TGV francês, que fez 574 km/hora. É de espantar se lembrarmos da Rocket. Aquela locomotiva inglesa que, em 1829, surpreendeu a todos ao rolar nos trilhos a 56 km por hora.

Por falar em velocidade, na Suíça, desde o começo deste mês de abril, para conduzir um trem-bala precisa,-- antes---, passar pelo antidopping. No Primeiro Mundo, algumas categorias laborativas passam por testes antidrogas, antes do início da jornada de trabalho. Por exemplo, um policial de tropa de choque, um gerente de usina nuclear, um condutor de veículo escolar. O Brasil, por lei e mediante relação exaustiva, deveria se adotar,-- sempre no interesse público--, igual iniciativa.


Nas estradas holandesas, francesas e inglesas, o bafômetro já era. Usa-se agora um equipamento que verifica, com precisão, o uso de qualquer tipo de droga: não só o álcool, como se faz em algumas poucas estradas brasileiras.

No Brasil, ainda se usa o limitado bafômetro e caminhoneiros,-- que não querem parara para descansar ou desejam chegar em casa bem mais cedo-, compram anfetaminas (os apelidados rebites) com facilidade.

Pior, quando se toca no tema da testagem, aparecem logo os fundamentalistas, adeptos da infeliz proposta de testar as crianças nas escolas, todos os dias. A propósito, a proposta indigna é da lavra do czar antidrogas das Nações Unidas, Antonio Costa, e recebeu aplausos do czar antidrogas da Casa Branca, John Walthers, e do presidente George W.Bus. Ou seja, entendem em colocar todas as crianças e adolescentes sob suspeita, numa pedagogia própria de quem desaprendeu lições escolares fundamentais.

o fundamentalista czar Antonio Maria Costa, da ONUdc.


Mais rápido que o novo TGV está se mostrando o governador do Rio, Sérgio Cabral.

A cada nova tragédia decorrente da escalada da criminalidade no Rio, Cabral é ligeiro em apontar soluções, apresentar factóides, sempre a depender de terceiros.

Cabral já falou em legalização de drogas, que é matéria federal e não foi adotada em nenhuma parte do mundo.

Já buscou, também, a Força Nacional de Segurança Pública, que ainda não disse para que veio no Rio (não foram apresentados relatórios). E as milícias, paramilitares, continuam a agir impunimente, no Rio.

Agora, sem apelar para a decretação do Estado de Defesa ou o Estado de Sítio,-- (que implicaria no seu temporário afastamento do governador Cabral)--, quer ele as Forças Armadas nas ruas, em auxílio à polícia estadual. Frise-se, em auxílio a uma polícia que Cabral resiste em passar-a-limpo.
O governador Cabral.


Como no Haiti o nosso Exército deu certo na função de polícia civil de garantia da lei e da ordem, Cabral quer encontrar, --pela caneta de Lula--, uma fórmula mágica. Ou seja, intervir sem se decretar a intervenção federal.

Há muito tempo busca-se essa fórmula mágica para o emprego das Forças Armadas, mas só se colheu inconstitucionalidades. Uma delas causou, em 1922, a revolta conhecida como “Os 18 do Forte Copacabana”. Outra inconstitucionalidade foi a invasão da Cia Siderúrgica Nacional, com 3 operários mortos, Outra, a expulsão de invasores da fazenda do então presidente FHC.

Sobre o até quando vai-se buscar o “intervir sem decretar a intervenção”, só quem viver, verá.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet