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DER SPIEGEL revela uma farsa internacional. A ministra brasileira da igualdade racial faz declaração racista.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

29 março de 2007.



Pelo andar da carruagem, estou aturdido e espantado. Aturdido com a miopia do Conselho de Segurança da ONU. E espantado com a nossa secretária nacional da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.

Todo mundo sabe que o Conselho de Segurança da ONU, por unanimidade, acaba de impor ao Irã novas sanções, por meio da resolução 1747.

Com a segunda série de sanções, pretende a Organização das Nações Unidas, pelo seu Conselho de Segurança, pressionar o Irã a alterar o seu projeto nuclear que, pelo que se divulga, tem como meta a produção de armas nucleares de eliminação de massa.

Mas, o Conselho de Segurança mostrou-se incapaz de enxergar fora das janelas do Palácio de Vidro de Nova York, onde fica a sede da ONU. É que está para chegar às bancas uma edição especial da conceituada revista semanal alemã Der Spiegel.

Num dossiê lastreado em documentos, a revista Der Spiegel mostra que o problema nuclear iraniano que atormenta os EUA está fora do Irã.

A revista vai revelar que a maior parte das atividades de enriquecimento de urânio iraniano é feita na Europa. E a tecnologia de ponta,--necessária para o desenvolvimento do projeto--, não vem de concepções de cientistas iranianos, mas de europeus, ou seja, não sai da cabeça de cientistas iranianos, mas europeus.

. Para conseguir alavancar o projeto nuclear, o governo iraniano, -- sempre segundo a revista alemã Der Spiegel--, aproveitou-se de uma pesada participação acionária na francesa Eurodif. E a Eurodif é responsável por parte do enriquecimento do urânio iraniado. E, também, é a Eurodif responsável pelo assessoramento científico do Irã.

Em resumo, a revista alemã traz matéria capaz de atordoar o comum dos mortais, diante do jogo de interesses.



Ontem, Rebeca Harms, eurodeputada eleita pelo Partido Verde da Alemanha, bateu forte. Para ela, “é “ absurdo o Conselho de Segurança da ONU impor sanções, enquanto a Europa faz negociações nucleares com Teerã”.

A eurodeputada alemã teve antecipado conhecimento do dossier que será publicada pela revista Der Spigel.

Quanto ao espanto fica por conta da declaração racista feita, à BBC-Brasil, pela ministra Matilde Ribeiro.

No seu “Bate-papo com a História”, os professores Heródoto Barbeiro e Bruna Cantele ensinam,-- às nossas crianças---, que os negros moveram a economia brasileira durante 300 anos.

Mais, os dois professores lembram que os negros nada ganharam: -. “Por isso, nos dias atuais fala-se em política compensatória para atenuar os efeitos das desigualdades sociais. E uma delas é o sistema de cotas”.

Secretária Nacional da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.


A ministra Matilde, ao afirmar que é natural a reação do negro de não querer conviver com o branco, que o açoitou, nada constrói no sentido de se alcançar a igualdade e a integração.

Também esquece a ministra que as sociedades modernas lutam para cristalizar valores positivos como, por exemplo, o pluralismo, a democracia, a tolerância, o respeito pelas minorias, a paz internacional.
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Assim, a ministra Matilde mostrou, para todos nós, a sua inadequação para dirigir a secretaria da igualdade racial, como agente da autoridade do governo do presidente Lula.


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