São Paulo,  
Busca:   

 

 

Espiões/D.Humanos

 

ESPIONAGEM. CIA-GATE. Valeri Plame a nova Mata Hari.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch





Valerie Plame era agente da Central Intelligence Agency (CIA) e casada com o diplomata Joseph Wilson. Ela trabalhava, segundo declarou ontem (16 de março de 2007) à Câmara dos Deputados e está sendo divulgado hoje, como 007 na busca de informações sobre existência de armas de distruição em massa no Iraque.

Em 2003, o seu marido diplomata acusou a Casa Branca (governo Bush) de estar mentindo,-- para justificar a invasão do Iraque-- e a apresentar provas falsas sobre existência de armas de destruição de massa.



Logo depois da declaração do diplomata Joseph Wilson, a Casa Branca resolveu, por baixo do pano, espalhar que ele era casado com uma espião da CIA. Pela primeira vez na história da CIA, ocorreu a divulgação do nome de uma espiã, que, assim, passou a correr risco de ser assassinada.

Depois de 4 anos de silêncio, Valerie Plame, na Câmara, contou a represália que sofreu e declarou ter a revelação partida de Richard Armitage, ex- vice-secretário de Estado, com a conivência do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney. A 007 Palm, que está afastada da CIA, acusou, ainda, Karl Rove, que é consultor do presidente Gerorge W.Bus.

Armitage, no mês de setembro de 2006, admitiu ter revelado o fato de Plame ser agente da CIA depois de o seu marido, o diplomata Wilson, haver acusado o governo de mentir a respeito da existência de armas de destruição de massa, no Iraque. Nas apurações da Justiça, o ex-assessor do vice-presidente Cheney foi declarado culpado de ter obstaculado a Justiça durante as investigações do caso da fuga de notícia sobre a espiã.

O episódio de Valerie Plame traz à lembrança do caso de Mata Hari, a bailarina-exótica, que era espiã e mantinha contato com políticos e dirigentes.

Mata Hari foi acusada e condenado à pena de morte por traição à pátria francesa, na Primeira Guerra Mundial. Ela repassaria informações à inteligência da Alemanha.

Na verdade, o governo francês diante de fracassos em combates e da devastação de parte do seu território, resolveu eleger um bode-expiatório para culpar pelos fracassos.

A escolhida foi Mata Hari, dada como traidora e responsável pelos insucessos das tropas e pela morte de milhões de soldados franceses.

Como prova única, era apresentada uma gravação de interceptação telefônica. A pessoa que passava as informações, por telefone, aos alemães, dava o código h-21, que era o de Mata Hari.

Descobriu-se, posteriormente, que os franceses, há muito tempo, conheciam a linguagem cifrada e os códigos. Aí, fizeram uma armação e colocaram Mata Hari com o tal código h-21.

Mata Hari tinha nascido na Holanda e a mãe era javanesa. Não há dúvida de ter se tornada uma espiã durante a Primeira Guerra e aproveitando-se da sua beleza deslumbrante e dos seus dotes de bailarina. Só que ela era espiã que trabalhava para os franceses e não para os alemães.

Um línguas malase e indonesiana, Mata Hari significa "sol".
IBGF, 17 de março de 2007.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet