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VIOLÊNCIA: Ultrà vaiam no minuto de silêncio à memória do policial morto pelos hooligans italianos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

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IBGF, 12 fevereiro de 2007.

Depois da tragédia de Catânia e a ação dura do governo (jogos sem público em estádios sem segurança, projeto de lei sancionando pesadamente os violentos torcedores, etc), a bola voltou a rolar nos estádios italianos, no final de semana e nas séries A e B.

Quatro jogos foram disputados em estádios sem público. A partida no estádio milanês de San Siro só teve a presença dos que tinham comprado o "pacote" de ingressos, antes do início do campeonato italiano.

No estádio Olímpico de Roma, liberado, os ultrà exibiram faixas, violando a proibição. Embora com ingressos nominais e lugares certos, a superlotação e a ocupação da "curva" da organizada, impediu que os torcedores ocupassem local certo: não se conseguia chegar ao local determinado, disse um torcedor.

Pelo divulgado, o estádio Olímpico abrigou, no domingo (11/2/2007) 30 mil torcedores, 26 mil compradores antecipados de pacote de ingressos e 3 mil pagantes (ingresso comprado no dia do jogo).

Os ultrà vaiaram e ficaram de costas para o campo durante o minuto de silêncio em memória do policial Filippo Raciti, morto há uma semana na tragédia ocorrida em Catânia. No curso da partida, os ultrà promoveram coro ofensivo à polícia.

Em Verona, com estádio fechado ao público, a polícia prendeu um grupo de ultrà com bombas, barras de ferro e bolinhs de aço: tentavam se aproximar do estádio para promover atritos.

Em entrevista ao Corriere della Sera, o ex-treinador da seleção italiano, Arrigo Sachi, denunciou: "torcedores são protegidos dos clubes e dos políticos". Ele endossa o discurso das autoridades do governo acerca da promiscuidade entre dirigentes, jogadores e os ultrà.


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