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PRESIDENTE DE ISRAEL :ESTUPRO, ASSÉDIO SEXUAL e ABUSO DO CARGO PARA DESFRUTAMENTO SEXUAL. Presidente de Israel se afasta do cargo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

24 de janeiro de 2007,

presidente Moshé Katsav.





O presidente de Israel, Moshé Katsav, está cada vez mais complicado.

No ano passado (2006), quatro funcionárias acusaram Katsav de assédio e abuso sexual, quando em funções de Ministro do Turismo e Presidente da República. A secretária da presidência, Kineret Barashi, acusa o presidente de crime de estupro, do qual teria sido vítima.

Sobre as notícias de crimes, instaurou-se um inquérito apuratória. O inquérito durou 6 meses e acaba de ser enviado ao Procurador Geral, que tem a função de Ministério Público.

O procurador geral, general Mazouz, revelou que o inquérito aponta não só crimes sexuais (estupro, assédio e abuso de função pública para desfrutamento sexual). Para o procurador geral existem, também, indicativos de fraudes e tentativa de obstruir a Justiça.

O procurador Mazouz esclareceu, ainda, que antes de formalizar a denúncia contra o presidente Katsav, marcará uma audiência de defesa. A audiência ocorrerá na próxima semana, ou seja, a partir de segunda, 29 de janeiro de 2007.

Alguns deputados, depois de conheceram o inquérito, preparam-se para iniciar um processo para cassar o mandato do presidente: o mandato presidencial terminará no próximo mês de julho.

Antecipando-se e para acalmar os opositores, o presidente Katsav, por advogado, formalizou o pedido de afastamento temporário das funções.

Apesar da tentiva de colocar água fria, o ministro da Educação, Yuli Tamir, em entrevista, avisou que determinará a retirada da fotografia do presidente Katsav de todas as esclas de Israel.



O presidente continua a afirmar que é inocente e tudo não passa de um complô com objetivo político.

O advogado do presidente usa a estratégia do ataque. Acusou a secretária Kineret de mentirosa e frisou que tem provas de que ela já havia sido prostituta.

Em face da afirmação do advogado, Kineret disse que vai processá-lo por crime contra a honra, pois se sente difamada com a falsa afirmação do defensor do presidente.

Pelas leis de Israel, o presidente da República não pode ser processado por crime comum durante o exercício do mandato. A lei estabelece que o processo criminal é retomado quando termina o mandato do presidente denunciado.

WFM, 24 de janeiro de 2007.


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