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DIREITOS HUMANOS. Fanatismo e nacionalismo turco. Assassinado Hrant Dink.

Por IBGF/WFM

Corpo do jornalista Dink, em calçada de Instambul: mais uma vítima do fanatismo e sectarismo.



Hrant Dink, jornalista e escritor de origem armênia, foi assassinado em Istambul, defronte ao prédio da revista Argos, uma revista que fundou e promovia a defesa de direitos humanos.

Dink, quando assassinado, deixava a redação da revista Argos, onde era diretor de redação. Ele qualificou o massacre promovido pelos turcos contra os armênios, em 1915, como genocídio.

Na Turquia é crime tipificado no código penal (art.301) afirmar que os turcos massacraram os armênios : foi o holocaustro vivido pelos armênios.

Dink foi processado e condenado criminalmente por infração ao artigo 301: a execuçao da pena estava suspensa (sursis). Por também ter afirmado a ocorrência de genocídio, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2006 está respondendo a processo.

A Turquia experimenta dificuldades para ingressar na União Européia. Uma das exigências que terá de cumprir é a revogação do supracitado artigo 301 do código penal, classificado como crime de "insulto à identidade nacional turca".

O jornalista, escritor e intelectual Dink tinha 53 anos de idade. A revista Agos era considerada a "voz da comunidade armênia". Dik escrevia, também, para os jornais Zaman e Birgun.

. Nascido na Turquia, Dink deixou sua cidade natal (Malatya) aos 7 anos e para morar em Istambul. Formou-se em zoologia pela Universidade de Istambul e pós-graduou-se em filosofia.


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