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TERROR DE ESTADO: Fechar Guantanamo, pede o novo Secretário Geral da ONU

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 12 janeiro de 2007.

Prisão de Gantânamo, onde estão incomunicáveis os chamados prisioneiros das guerras de Bush.



No quinto aniversário da prisão norte-americana de Guantânamo (Cuba), o novo secretário das Nações Unidas, coreano Ban Ki-Moon, propôs o seu fechamento.

Na próxima semana, Ban se encontrará com Bush na Casa Branca. Espera-se que repita a sua proposta de fechamento de Guantânamo: " estou convencido dever a prisão de Guantânamo ser fechada".

RETROSPECTIVA. SITE do IBGF, 2006.

Nesse cárcere encontram-se os considerados prisioneiros de guerra (Afeganistão e Iraque) e suspeitos de integraram organização terroristas.

Todos encontram-se presos sem que haja processo. Não tem advogados e passam por cotidianas humilhações e violências, daí o grande número de tentativas de suicídios e as cotidianas greves de fome.

Hoje, 8 de fevereiro de 2006, a Anistia Internacional (Amnesty International) publicou o relatório intitulado Vida aos Pedaços. O relatório analisa,mostra e avalia, as conseqüências da prisão por tempo indeterminado a afetar a saúde mental, psicológica, dos prisioneiros e dos seus familiares. Familiares que não recebem notícias deles e não conseguem fazer contato.

Numa cela solitária, chamada de segurança máxima, encontram-se 9 presos, chamados de "combatentes inimigos".

Vários ex-prisioneiros foram ouvidos pela Anistia e contaram as permanentes agressões e violações a direitos humanos. Os que fazem greve de fome são obrigados a ingerir alimentos e líquidos. São espancados e torturados até se alimentarem e beberam água.

Contaram os ex-prisioneiros que todos os presos de Guantânamo são agredidos fisicamente e muitos expostos ao forte frio, como forma de punição.

No início de dezembro de 2005, os casos de greves de fome chegaram a 33. Chegaram a 66 no final do referido mês de dezembro de 2005.

Ao tratar dos suicídios tentados, apresenta-se o caso do paquistanês Jamal Al Dossar. Jamal tentou se matar por 9 vezes e está completamente perturbado pelo isolamento carcerário e maus-tratos.

Dos nove que se encontram em "solitárias" e rotulados como "combatentes inimigos", seis (6) são procedentes da Arábia Saudita e da China. Os presos de Gantânamo não tem a mínima idéia do que ocorre no mundo exterior. Não sabem quanto tempo mais passarão no cárcere. Ignoram sobre qual será o destino de cda um, sem desconsiderar a pena de morte.

A propósito, a Anistia lembra o caso do menino inglês de nome Anas Al Banna. Ela escreveu uma carta a Tony Blair para pedir notícias sobre o pai, encarcerado em Quantânamo. O despero familiar é maior pois têm consciência que os presos estão numa zona excluída de toda e qualquer forma de tutela de direito internacional.


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