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Ex-ditador é condenado por genocídio e crimes contra a humanidade.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

ex-ditador Mengistu.


OLHO.

O enforcamento de Saddam salvou o ex-ditador etíope Menghistu Hailé Marian. Associada à União Européia, a Etiópia parou de aplicar a pena-capital. Ao ex-ditador, em dois processos que tiveram 12 anos de tramitação, aplicou-se a pena de prisão perpétua.
Segundo se propala, em cada família etíope existe um caso de morte em decorrência da ditadura marxista-leninista de Menghistu.

MATÉRIA.

O ex-ditador da Etiópia, coronel Menghistu Hailé Marian, foi condenado à prisão perpétua em dois processos criminais, por crimes contra a humanidade e genocídios. As duas condenações foram proferidas pela Alta Corte Federal da Etiópia e a tramitação dos dois processos durou 12 anos. O ex-ditador está exilado no Zimabue(África oriental).

Menghistu, que ficou conhecido pelo apelido de “negro-vermelho) promoveu, em setembro de 1974, um golpe de estado e derrubou o imperador Hailé Selassié, que estava no poder desde 1930. Com o golpe de estado, instaurou-se na Etiópia uma ditadura marxista-leninista (daí o apelido de “negro-vermelho), que contou com o apoio da ex-União Soviética. Uma junta militar (DERG), comandada por Menghistu, dirigiu o país e aniquilava os opositores. É voz corrente que a ditadura de Menghistu produziu, pelo menos, uma perda em cada família etíope.

A ditadura de Menghistu durou até maio de 1991, quando caiu em face do movimento encabeçado pelo Fronte Democrático Revolucionário do Povo Etíope. A Etiópia transformou-se, como forma de governo, numa república democrática federal.

O presidente é Girma Wolde Giyorgis (assumiu em 8/10/2001 e o primeiro ministro é Meles Zenawi.


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