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ESPIONAGEM. Moscou aponta Berezovskij como suspeito da morte por envenenamento do ex-espião russo Litvinenko.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Alexander Litvinenco, envenenado em 1 de novembro de 2006 e morto três semanas depois (24 de novembro).




O recente assassinato do ex-espião Alexander Litvinenko, da antiga KGB, continua a agitar o serviço secreto britânico (MI5). Uma das suspeitas recai no magnata russo Boris Berezovskij, que vive em Londres: conhecido no Brasil como sócio oculto da MSI, empresa parceira do Sport Club Corinthians Paulista.

. Litvinenko foi envenenado com 4 ou 5 pitadas do radioativo Polônio 210. O radioativo polônio, -- que é raro-- foi descoberto pela célebre Madame Curie, ganhadora do Nobel de física e nascida na Polônia. A substância radioativa recebeu o nome polônio numa homenagem à polonesa Marie Currie.

Segundo os médicos, para o espião Litvinenko foi como engolir uma bomba-atônica: que explodiu internamente e queimou todos os seus órgão vitais. E não existe antídoto para o polônio. Litvinenko salvou a vida do oligarca Berezovsky. O espião Litvinenco, --na condição de coronel dirigente da KGB e da sucessora FSB--, avisou Berezovsky de que seria assassinado pelos 007 a serviço de Putin.

Berezovsky tinha se tornado poderoso no governo do presidente Boris Eltsin e fazia oposição ao novo governo Putin.

Além de avisar Berezovsky, Litvinenko denunciou uma farsa sangrenta montada pelo governo Putin, seu ex-companheiro de KGB.

Segundo Litvinenko, os 007 russos organizaram um atentado que matou 300 civis russos. O atentado foi falsamente atribuído aos tchetchenos. Com isso, abriu-se caminho para Putin invadir Grozny (capital da Tchetchênia), tudo a prtexto de combater o terrorismo separatista tchetcheno.

Depois da denúncia, Litvinenko fugiu para Londres, sob o manto protetor do magnata Berezovsky.

Em outubro, Litvinenko começou a apurar o assassinato da jornalista Ana Politkovskajia. Essa jornalista investigava massacres de tchetchenos no governo Putin.

Uma semana antes de ser envenenado, Litvinenko recebeu a cidadania britânica. Ele morava numa casa de 700 mil euros, de propriedade de uma off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Lógico, a off-shore é controlada por Berezovsky. Antes de morrer, Litvinenko acusou Putin de ser o mandante do seu envenenamento.

Os serviços secretos da sua majestada (MI5) e a Scotland Yard trabalham, também, em cima de uma teoria sustentada pelo Kremlin: “o agente secreto Livinenko teria sido envenenado por ordem de Berezovisky, protetor da vítima. Um complô para criar dificuldade ao inimigo Putin”.

WFM/CBN, 28 novembro de 2006.


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