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SEQUESTRO paulista à moda do mafioso John Gott (foto ao lado), chamado de O Rei de Nova York.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

John Gotti: 1940-2002.


No Rio de Janeiro e em São Paulo, a criminalidade organizada continua a ousar.

Um pedaço da orelha da Adriana Barbosa, -- moradora na Capital de São Paulo---, foi enviada à sua família pelos seqüestradores.

Esses seqüestradores copiaram o método de John Gotti, usado nos anos 80. Gotti era um dos chefões da Cosa Nostra norte-americana e ficou conhecido no submundo como O Rei de Nova York.

Condenado à prisão perpétua, Gotti morreu em 2002,.. na cadeia e de câncer.

O método do cortar a orelha é ultrapassado, pois as fotografias digitais intimidam muito mais.

No caso de São Paulo, é preocupante, também, o teor da confissão de um dos seqüestradores. Segundo ele, Adriana foi vendida para a sua quadrilha. Isto por uma outra organização criminosa, que realizou o seqüestro. O delegado antiseqüestro não acredita nessa história.

--Para ouvir o comentário:
http://radioclick.globo.com/cbn/


Pelo jeito, até no seqüestro ocorre terceirização. E quadrilhas especializadas em “seqüestros relâmpagos” estraram na “linha de produção”, da banalizada “indústria brasileira do seqüestro”.

Pior é que só a lei penal brasileira, -- feita pró bandido, no particular--- não considera como seqüestro, o de pouco tempo de duração. Para a absurda lei é apenas um roubo qualificado.

Outra técnica que vem sendo utilizada nos seqüestros consiste em apagar os seus rastros , tudo a fim de a polícia não identificar os mentores. Para apagar os rastros, as vítimas passam por vários cárceres privados.

No Rio, noticiou o jornal O Globo ter o Chefe de Polícia diagnosticado uma “verdadeira epidemia” de extorsões por telefone. Tudo sob o falso anúncio de seqüestro de um ente querido: pai, mãe, filho, noiva etc.

O pânico aumenta quando choros são ouvidos durante os contatos telefônicos. Essa epidemia, começou nas cadeias com telefones celulares.

No Rio, o Chefe de Polícia foi eficiente e orienta a sociedade de como proceder. Já tem até cartilha, aliás divulgada na edição de ontem do jornal O Globo.

No que toca a São Paulo, o seqüestro da mutilada Adriana foi comandado do interior de presídio, por telefone celular.

PANO RÁPIDO. O celular virou um clássico nos presídios brasileiros. Pergunta-se : até quando?

WFM/CBN, 09 novembro 2006.


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